Oestudante expulso da UFRN sob a
acusação de ter fraudado o processo de ingresso na universidade através
do argumento de inclusão, Antônio Gomes, recorreu da decisão na
Justiça. Ele afirma ter sido usado como "bode expiatório" e alega que
não existe nada no edital que regula a seleção de vestilandos impedindo
a tentativa de ingresso através da realização do programa de Educação
para Jovens e Adultos (EJA), mesmo para aqueles que tenham estudado
antes em instituições privadas de ensino.
![]() Antônio Gomes mostra diplomas: "edital é cheio de brechas", justifica ele Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press |
De acordo com informações dadas pela
secretária estadual de educação, Betânia Ramalho, que no período do
escândalo de fraude exercia o cargo de presidente da Comissão
Permanente do Vestibular (Comperve), mesmo com o início das aulas do
primeiro semestre na UFRN, uma comissão composta por funcionários e
professores da instituição continua investigando os outros seis
possíveis casos de fraude.
Antônio Gomes acredita ter sido expulso para dar o exemplo para outros que eventualmente venham a usufruir do argumento de inclusão e possuam histórico em instituições privadas. "Me colocaram como um bode expiatório. Mas eles precisam mudar o edital, pois ele está cheio de brechas. Não diz em lugar nenhum que não podemos usufruir do direito de entrar na UFRN através do EJA, independente de outros históricos", contou. Betânia Ramalho relatou que a UFRN está revendo os critérios para os alunos do EJA.
"Respondo pelo caso, pois saí recentemente da Comperve e estive à frente da composição das políticas de inclusão social na universidade. O que eu afirmo é que as novas propostas para o edital serão aplicadas para que não aconteça de pessoas usarem de má-fé e se aproveitarem de eventuais erros", afirmou a secretária.
Antônio Gomes aguarda o resultado de seu recurso na justiça e diz que espera ter direito a usufruir da vaga e de ser indenizado por danos morais.
Antônio Gomes acredita ter sido expulso para dar o exemplo para outros que eventualmente venham a usufruir do argumento de inclusão e possuam histórico em instituições privadas. "Me colocaram como um bode expiatório. Mas eles precisam mudar o edital, pois ele está cheio de brechas. Não diz em lugar nenhum que não podemos usufruir do direito de entrar na UFRN através do EJA, independente de outros históricos", contou. Betânia Ramalho relatou que a UFRN está revendo os critérios para os alunos do EJA.
"Respondo pelo caso, pois saí recentemente da Comperve e estive à frente da composição das políticas de inclusão social na universidade. O que eu afirmo é que as novas propostas para o edital serão aplicadas para que não aconteça de pessoas usarem de má-fé e se aproveitarem de eventuais erros", afirmou a secretária.
Antônio Gomes aguarda o resultado de seu recurso na justiça e diz que espera ter direito a usufruir da vaga e de ser indenizado por danos morais.

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